Liberdade de vanguarda (Soneto Decassílabo)
É dentro de nós, a graça caudilho
É testa de texto a traça engraça
É choro de fora, e é empecilho
Na farsa de ser a livre desgraça
Liberdade de dentro da cabeça
Não entra com porta entreaberta
Não deita nem acolhe nem à beça
Doma-a, ganha, educa ser aberta
É no livre pensar que eu arbitro
No conjunto de versos perfeitos
Na majestosa alforria de texto
No versar propriamente de atrito
No roçar de memórias sem jeitos
Nos trejeitos do altivo contexto
By André Fernandes
domingo, 19 de julho de 2009
domingo, 5 de julho de 2009

Amor de palhaço (parte 3)
Seria fácil lhe entregar meu sorriso
E dele fizesse sua alegria mais possível
Se não fosse assim como palhaço ser impossível
Guardar os aplausos que me ofertam a mim
Seria até mais simples se não houvesse picadeiro
E se o palco da nossa vida fosse baú cheio de ouro
Onde pudéssemos guardar nossas alegrias inteiro
E fôssemos capazes de quando triste abrir nosso tesouro
Não agüentaria lavar meu rosto de onde pinga choro
Se delas é o que faço de melhor na alegria de bufão
Poderia até pintar minha essência no rosto, não de tolo
Nem de bobão, mas de uma profundeza de coração
O amor dele viaja, mas não desenha motivos de tristeza
Mas dele o papel que o faz é mostrar as certeza
Que o tal personagem pinta o rosto com clareza
De nunca usurpar as vivas de um artista de imensa beleza
By André Fernandes
quarta-feira, 1 de julho de 2009

Azul
O azul é o manto que te navega
É a água que te carrega
É o horizonte de uma cor
É o céu que te entrega
O azul é o barco que te conduz
É o caminho fundo de um oceano
É o mar de uma única luz
É o blue song que me seduz
O azul é essência e não ausência
É rota sem estrada, é navegável
É sol azulado é reminiscência
É horizonte afável
By André Fernandes
terça-feira, 23 de junho de 2009

Aspirações de mim (poeta menino)
Aspiro voar sem ter asas
Aspiro correr sem ter pés
Alcançaria o infinito
Voaria a 30 mil pés
Inspiro aspirar ao ápice de mim
Na inteligência tímida
Na timidez de um menino
Na honradez de um poeta
Respiro minhas ações no auge da poesia
Mesmo não sendo minhas pretensões
Alçar vôo tão alto, apenas voar na brincadeira
Que um menino brinca apenas, sem ter ambições
Sou esse guri brincando de escrever
Escritas aspirações
Elogios são dinheiros depositados no coração
Isso é o alimento de um poeta
Meus valiosos avanços são os amigos feitos
São os risos soltos quando um ri do outro
É o abraço medido quando longe necessita de um
São os inúmeros atos de amizade ao dizer, tu és a escrita!
Mesmo a escrita fugindo dele quando não está inspirado
Mesmo quando o dia não é propício ao teu derramar
Mas derrama lágrimas em forma de sorriso quando assim
Torna-nos a aspiração recorrente incurável de nós poetas
Incansáveis...
By André Fernandes
quarta-feira, 17 de junho de 2009

"Não se julga um homem pelos “trapos” que o veste, e sim pelo seu caráter." Charles Chaplin.
Trapos de um garoto
Assim fez um gênio
De fala muda
Assim a fez ter cor
No preto e branco
Cores de trapos desbotados
No seu figurino
Amores de caráter coloridos
No seu julgamento
Fez um menino nascer sorrindo
E fazendo sorrir
Fez o mundo rir aplaudindo
Ao se fazer merecer
Os nossos aplausos...
By André Fernandes

Apalavrado ou erro
Nada se tem ainda
E nada se afirma ter
Palavras confirmam querer
O amor destinado
Tudo se confirma ao dizer
Ao se apalavrar uma conquista
Dessas que vem de repente
O amor assim se afirma
Ainda que se prometa
Algo que não se diz respeito
E ainda que não a ame
Possa ser que te reclame
Ao dizer que apalavrou
Um erro...
By André Fernandes
Nada se tem ainda
E nada se afirma ter
Palavras confirmam querer
O amor destinado
Tudo se confirma ao dizer
Ao se apalavrar uma conquista
Dessas que vem de repente
O amor assim se afirma
Ainda que se prometa
Algo que não se diz respeito
E ainda que não a ame
Possa ser que te reclame
Ao dizer que apalavrou
Um erro...
By André Fernandes
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Com o coração
Poderia fazer tudo
Mas apenas uma coisa me desanima
O amor esquecido
O sentimento mudo
Poderia sorrir
Mas somente algo me faria chorar
O apego dolorido
O afeto adormecido
Poderia amar
Mas às vezes sobrariam memórias
De quando amou
De quando terminou
Poderia sentir
Mas sôfrego fosse algo latejante
O choro aparente
A tristeza inerente
Poderia socorrer
Mas nem sempre houvesse a quem socorrer
Sem ter alguém
E a quem proteger
Com o coração faria tudo
Faria sorrir mesmo triste
Faria sentir mesmo desanimado
Faria amar mesmo esquecido
E faria socorrer mesmo não sendo amparado
Com o coração...
By André Fernandes
Poderia fazer tudo
Mas apenas uma coisa me desanima
O amor esquecido
O sentimento mudo
Poderia sorrir
Mas somente algo me faria chorar
O apego dolorido
O afeto adormecido
Poderia amar
Mas às vezes sobrariam memórias
De quando amou
De quando terminou
Poderia sentir
Mas sôfrego fosse algo latejante
O choro aparente
A tristeza inerente
Poderia socorrer
Mas nem sempre houvesse a quem socorrer
Sem ter alguém
E a quem proteger
Com o coração faria tudo
Faria sorrir mesmo triste
Faria sentir mesmo desanimado
Faria amar mesmo esquecido
E faria socorrer mesmo não sendo amparado
Com o coração...
By André Fernandes
quarta-feira, 10 de junho de 2009

Vida alinhavada (Deus não joga dados) Einstein
Eis que minha vida alinha
Ao crer a fé alinhavada
Eis que alguns não acreditam
Ao afirmar tal palavra cravada
No coração do pior ateu...
Eis que minha vida se assemelha
Ao acaso de um acontecimento
Ao que a fé de poucos é
A falta de incompreensão de muitos
Eis que minha vida é uma vitrine
De ensinamentos públicos e pudicos
De um ministério maior chamado Deus
Um mistério conhecido por nós
O sentimento e o universo humano
A estupidez falha do ser vivente
Alinhavada com a ciência e a religião
Próprias de um povo que acredita
Na maior de todas as bases
A fé...
By André Fernades
Eis que minha vida alinha
Ao crer a fé alinhavada
Eis que alguns não acreditam
Ao afirmar tal palavra cravada
No coração do pior ateu...
Eis que minha vida se assemelha
Ao acaso de um acontecimento
Ao que a fé de poucos é
A falta de incompreensão de muitos
Eis que minha vida é uma vitrine
De ensinamentos públicos e pudicos
De um ministério maior chamado Deus
Um mistério conhecido por nós
O sentimento e o universo humano
A estupidez falha do ser vivente
Alinhavada com a ciência e a religião
Próprias de um povo que acredita
Na maior de todas as bases
A fé...
By André Fernades
domingo, 7 de junho de 2009

Sono disperso
Já que o sono te pega
Não te acorda
Dispersa em sono eterno
Ele morre...
Já que o sono se esconde
Não te encontra
Dispersa em sono fugitivo
Ele foge...
Já que o sono sossega
Não te atrapalha
Dispersa em sono profundo
Ele dorme...
Já que o sono é insônia
Não te acorda
Dispersa em sono de dia
Ele é acordado...
Tenho sonhos dispersos
Fugindo...
E sonos imersos
Dormindo e
Fingindo...
By André Fernandes
Já que o sono te pega
Não te acorda
Dispersa em sono eterno
Ele morre...
Já que o sono se esconde
Não te encontra
Dispersa em sono fugitivo
Ele foge...
Já que o sono sossega
Não te atrapalha
Dispersa em sono profundo
Ele dorme...
Já que o sono é insônia
Não te acorda
Dispersa em sono de dia
Ele é acordado...
Tenho sonhos dispersos
Fugindo...
E sonos imersos
Dormindo e
Fingindo...
By André Fernandes
Assinar:
Postagens (Atom)